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Índice de obesidade infantil no Brasil é quase três vezes maior que a média global

Especialista em Nutrição explica as consequências do diagnóstico à saúde da criança, principais causas, informações nutricionais e como os pais podem intervir

 

Segundo informações divulgadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), em 2023, uma a cada sete crianças de até cinco anos tem excesso de peso ou obesidade no Brasil. São 14,2% de crianças nessa faixa etária que possuem o diagnóstico. A média global de obesidade infantil é de 5,6%, colocando nosso país com o índice quase três vezes maior na comparação.

O Sisvan também aponta que, atualmente, a região Sul do país possui cerca de 11,52% de crianças obesas entre 5 e 10 anos de idade, maior índice do país. Para conscientizar a população sobre os cuidados necessários para combater essa doença, celebra-se no dia 03 de junho o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil.

De acordo com Alexandra Perdigão, coordenadora do curso de Nutrição da UniCesumar em Maringá, o excesso de peso é um distúrbio de origem multifatorial. “Dentre eles, estão fatores genéticos e estilo de vida, como o desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, consequentes às mudanças sociais e culturais ocorridas no decorrer do último século”, pontua. 

A obesidade mórbida, segundo ela, causa diversas complicações à saúde da criança. Uma delas é a chamada Síndrome Metabólica. “Esta é representada por um conjunto de fatores de risco metabólicos, caracterizados por obesidade abdominal, dislipidemia, baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL), hipertensão e resistência à insulina, sendo associada a alta probabilidade de doença crônica na idade adulta”.

A coordenadora explica que uma dieta hipercalórica e os hábitos cotidianos influenciam no desenvolvimento da obesidade mórbida infantil. “Atualmente as crianças têm fácil acesso à tecnologia, como as redes sociais, jogos digitais e filmes infantis. O abuso dessas práticas pode causar sedentarismo, que contribui para o desenvolvimento da doença. Além disso, destacam-se a ansiedade, compulsão alimentar e o excessivo consumo de produtos ultraprocessados”, elabora.

Para um tratamento eficaz, ela sugere intervenções interdisciplinares que estimulam mudanças no estilo de vida e previnem fatores de risco à saúde. “Nesse sentido aquelas voltadas às crianças e adolescentes utilizando estratégias educacionais e recreativas com equipes multiprofissionais têm apontado resultados bastantes satisfatórios, como melhora dos aspectos psicológicos, nutricionais, sociais, composição corporal e parâmetros bioquímicos.”

Para o maior sucesso dessa empreitada, destaca-se também influência primária que a família exerce na formação de hábitos alimentares, podendo influenciar diretamente nas escolhas dos adolescentes. “É importante ressaltar, portanto, que as intervenções dependem da participação ativa dos pais. Por vezes a falta de envolvimento dos cuidadores no tratamento é a maior barreira encontrada pelos profissionais de saúde”, conclui Perdigão.

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