Celebrado no dia 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres na Ciência reforça a importância da presença feminina na produção de conhecimento e na transformação social. Na UniCesumar, a data ganha um significado especial a partir da trajetória da estudante de Psicologia Sophia Ivantes, de Maringá (PR). Ela cursa o quinto ano da graduação e é pesquisadora com atuação voltada aos fenômenos da atualidade e seus impactos na vida em sociedade.
Desde cedo inserida no universo da pesquisa, Ivantes teve seu primeiro contato ainda no ensino fundamental, quando participou de um projeto orientado que resultou na produção de um artigo científico. A experiência foi decisiva para a escolha de seu caminho acadêmico. “A pesquisa científica sempre me pareceu um compromisso ético com a sociedade, capaz de provocar mudanças concretas, tensionar discursos e ampliar o olhar sobre realidades complexas”, afirma.
Ao longo da graduação, a estudante direcionou seus estudos para temas que articulam Psicologia, cultura, infância, bioética, tecnologias e promoção da saúde. Entre os trabalhos desenvolvidos, o que Ivantes mais se orgulha é o artigo sobre sharenting (termo cunhado à prática de compartilhamento excessivo de imagens e informações de crianças nas redes sociais) publicado em 2025 na Revista Bioética. O estudo analisou mais de 70 pesquisas internacionais e discutiu os riscos da exposição precoce no ambiente digital, como impactos psicológicos, violação de privacidade e fragilização dos vínculos familiares.
“Infância e adolescência são períodos fundamentais do desenvolvimento psíquico. Discutir o cuidado, os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes em contextos mediados pelas redes sociais é essencial”, explica Ivantes. A pesquisa, orientada pelo professor Lucas França Garcia, do Mestrado em Promoção da Saúde da UniCesumar, ultrapassou o meio acadêmico e alcançou a sociedade ao ser amplamente divulgada em veículos de comunicação nacionais, contribuindo para o debate sobre parentalidade no mundo contemporâneo.
Além do estudo sobre sharenting, ao longo de sua trajetória, a estudante também já participou de pesquisas envolvendo temas como saúde mental no envelhecimento, crianças e adolescentes em contextos de conflitos armados, impactos da inteligência artificial na psicoterapia e os atravessamentos do mundo digital na prática profissional de psicólogos. O desempenho acadêmico de Ivantes lhe rendeu, ainda, o Prêmio Santander Graduação 2024, concedido aos alunos com as maiores médias da Instituição.
Com planos bem definidos, a discente pretende seguir carreira como pesquisadora e professora universitária. Após a conclusão da graduação, seu objetivo é ingressar diretamente no mestrado e dar continuidade aos projetos científicos. “Acredito na ciência como ferramenta de transformação social. Fazer parte desse processo, especialmente como mulher, é algo que me motiva profundamente”, conclui a pesquisadora.