Dia da Mulher: histórias de recomeço e propósito transformadas pela educação

Aluna de Biomedicina e colaboradora imigrante mostram como o estudo abre caminhos e fortalece sonhos

 

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, não cabe em frases prontas. A data pede escuta, contexto e histórias reais, como a força de quem migra, aprende um novo idioma, sustenta a família e muda de função; e de quem transforma uma perda em propósito para cuidar, aprender e seguir adiante. É entre esses desafios e possibilidades que a UniCesumar reúne trajetórias inspiradoras que foram transformadas pela Educação. 

A história da Nisiele Alves, 30 anos, aluna de Biomedicina no polo da UniCesumar em Caxias do Sul (RS), é um exemplo de resiliência e de superação. Ela conta que a sua história na saúde começou com a sua irmã Miriane, ao entrarem juntas em um curso técnico de Enfermagem. “Sempre tivemos uma conexão muito forte, éramos cheias de planos e sonhos”, conta Alves. 

Durante o curso em Enfermagem, Miriane realizou uma cirurgia plástica e sofreu uma parada cardiorrespiratória, a deixando em estado vegetativo. “Foi um momento que mudou completamente a nossa vida. Hoje, ela é totalmente dependente de cuidados, o tempo todo. Eu cuidei da minha irmã sozinha por três anos, e confesso que foram momentos de exaustão e muitos questionamentos, mas também, foi um período que me ensinou o verdadeiro significado do cuidado”, expressa a aluna. 

Alves conta que, mesmo em estado vegetativo, a conexão delas se mantém forte. “Na minha presença, nos meus cuidados e na minha voz, eu consigo perceber, pelo olhar dela, que ela sabe que sou eu, que estarei sempre ao lado. Sinto que é uma conexão de outras vidas”, relata. 

A futura biomédica encontrou na educação uma possibilidade de realizar o sonho que prometeu cumprir com a Miriane: ser uma profissional da área da Saúde. “Há 6 anos eu já queria ser biomédica, e foi a minha irmã que sugeriu que começássemos pelo técnico em enfermagem. O sonho dela era me ver terminar a formação continuada e, depois, me ver formada em Biomedicina. Ela não pôde concluir, então eu fiz a promessa que eu terminaria o curso, e que seguiria adiante por nós duas”. 

Para Alves, estudar Biomedicina é transformar dor em propósito, é buscar conhecimento para entender profundamente o corpo humano, unindo ciência, empatia e humanização. “Eu não escolhi a Biomedicina apenas como profissão, eu escolhi como missão. Tudo o que eu me tornar daqui pra frente, carregarei um pouco dela comigo”, expressa. 

 

Do Haiti para o Brasil e a missão de graduar todos de sua família 

Marie France, mulher de 40 anos, veio do Haiti para o Brasil, na cidade de Maringá (PR), há 11 anos atrás. Ao chegar em terras brasileiras, sem saber falar português, foi acolhida pela UniCesumar com uma oportunidade de emprego como zeladora. Com três crianças em casa, decidiu abraçar a oportunidade para ajudar seu marido, Jean, a sustentar a família. 

“Comecei trabalhando somente na parte da manhã, para poder buscar a minha filha Thamara, na época bebê, na creche. Para mim, sempre foi muito gratificante trabalhar na UniCesumar, foi aqui eu tive a oportunidade de aprender cada vez mais e de ser acolhida por ótimas pessoas”, conta France. 

France também faz questão de ressaltar que foi na UniCesumar que aprendeu português, principalmente com a ajuda de sua líder, que sempre a ajudava a encontrar as palavras corretas. 

Aproveitando o benefício dos colaboradores da universidade, no qual recebem um desconto de 70% para graduação ou pós-graduação para si ou para familiares, Marie matriculou o marido e o filho Cleavens em Engenharia Elétrica, e o filho mais velho, Kervens, em Automação. “Coloco minha família como prioridade e, quando se formarem, pretendo ingressar no curso de Gastronomia. No Haiti, a minha profissão era cozinheira, e eu nunca deixei de amar a cozinha”, vislumbra France. 

Já há 10 anos trabalhando na UniCesumar, hoje, Marie é copeira da reitoria, um dos mais altos cargos da zeladoria. “E é neste dia tão importante, que é o Dia Internacional das Mulheres, que eu agradeço a cada mulher que passou pela minha história, e as incentivo a não desistirem de seus sonhos. A minha maior motivação é ver meus filhos crescer sem dificuldades e, por isso, continuo trabalhando e me qualificando”, conclui. 

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