Tecnologia impulsiona agronegócio no Brasil

Aprender sobre agricultura e negócios não se resume apenas em teorias ou na simples prática em propriedades rurais. Um profissional que deseja estar apto ao mercado de trabalho atual precisa atentar às inovações tecnológicas voltadas ao agronegócio. Um exemplo é a utilização de tecnologia no campo, com robôs, inteligência artificial e internet, que melhora o aproveitamento dos recursos e insumos, reduzindo os custos e ampliando a projeção de produtividade e, consequentemente, o lucro.

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fomenta, desde 1960, tecnologias para a produção agrícola. Dados também mostram que entre 2016 e 2018, dobrou o numero de startups no agronegócio, as chamadas “Agtechs”, concebidas para resolver problemas da produção rural com o uso da tecnologia.

Para se ter uma ideia, 67% das lavouras brasileiras já ocupam ou utilizam tecnologia em alguma etapa entre a produção e a colheita de um produto agrícola. Informações da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão também mostram como a ciência e o conhecimento tem apoiado o agricultor.

Com diversas vantagens para o setor, a utilização de tecnologia no campo é uma realidade cada vez mais evidente. Segundo o coordenador do curso de Agronegócio da Unicesumar, Silvio Silvestre, os próximos anos vão exigir ainda mais investimentos em inovação para crescer em produtividade e reduzir custos na área. “Atualmente são utilizados dispositivos que fazem o mapeamento da propriedade, colocando as informações na área de produção de grãos, por exemplo, sem que o agricultor precise se deslocar até a lavoura para identificar se há alguma determinada praga, se os animais estão bem na propriedade. Com esse controle, é possível verificar a situação pelo aplicativo e depois, se precisar, fazer a intervenção pessoalmente. Esta é uma tendência que só aumenta no país”.

Para apresentar parte destas transformações, o pesquisador Thiago Blanco destaca que as startups vieram primeiro, estimulando questionamentos. “A visão saiu de alqueires de terra para a informação por metros quadrados. Hoje, conseguimos acessar e ter cruzamentos de informações de satélite, análise de solo, entregar uma informação com mais agilidade, com custo muito menor, em uma escala dez vezes menor do que tinha há cinco anos”, completa Blanco, que também é egresso do curso de Agronegócio da Unicesumar.

Prova disso é que, de acordo com dados do ministério, em 2017, o agronegócio movimentou cerca de R$ 375 milhões, o que equivale a 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com a tecnologia, a potência do país para o setor, que já altíssima, tende a alcançar níveis ainda maiores.

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