“Será que eu sou uma fraude?”. “Não, eu nunca vou conseguir esse emprego”. “Daqui a pouco meu chefe percebe que eu não sou tudo isso”. Alguma dessas frases já passou pela sua cabeça? Se sim, e com certa frequência, é provável que você tenha a síndrome do impostor.

Nesse ponto, a gente precisa deixar claro que é natural sentir certa insegurança, seja quando começamos nossa vida profissional, seja com alguma ansiedade nos estudos ou quando estamos prestando vestibular. O que não é natural é deixar que o medo de falhar e de que as pessoas descubram que você não sabe algo (ainda) impeça você de seguir em frente e se aventurar em algo que tem vontade.

É isso que a síndrome do impostor costuma fazer: impedir a pessoa de ir adiante e acabar aceitando uma posição de certo conforto, porque tem medo de falhar e de perceberem que ela não é tudo isso. Então, para que pensamentos como “e se…” não assombrem sua trajetória, neste texto, vamos tratar sobre o assunto e mostrar como superar a síndrome do impostor. Vem com a gente!

O que é a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor nada mais é que acreditar que você só teve sucesso graças à sorte, e não por causa de seu talento, tempo de estudo ou esforço. Ou seja, uma pessoa que se sente impostora está sempre com medo de que descubram que ela não sabe tudo. E ela acaba se boicotando, como não indo em frente com seus sonhos ou aceitando pouco.

Esse problema foi identificado pela primeira vez em 1978 pelas psicólogas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes. Em seu artigo em inglês, eles teorizaram que as mulheres eram afetadas exclusivamente pela síndrome do impostor. Hoje, sabemos que esse problema também afeta homens, porém, de acordo com pesquisas, é mais comum entre as mulheres.

Até mesmo Michelle Obama já enfrentou a síndrome de impostor e disse que ainda sofre com ela. O que a ajudou muito foi a crença que os pais tinham nela. Legal, né? Em seu discurso em Harvard, Natalie Portman também disse que sofre do problema, mesmo sendo bem-sucedida em sua carreira — a atriz já ganhou um Oscar, inclusive.

Como identificar a síndrome do impostor?

Existem diversos indicativos de que alguém tem a síndrome do impostor. Por isso, a gente descreve todos eles na sequência.

Autossabotagem

A autossabotagem talvez seja o indicativo mais forte de quem tem a síndrome do impostor. Assim, você cria um jeito de escapar de algumas situações em que tem medo de falhar e mostrar a todos que não é tão excelente assim.

Por exemplo, pode ser que a pessoa não compareça a uma entrevista de emprego porque tem certeza de que não vai passar. Ou não aceite o convite de trabalhar em um projeto na faculdade com os professores porque podem ver que ela não é tão inteligente assim.

Não aceitar elogios

Sabe aquele parabéns por ter ido bem em uma prova ou ter passado no vestibular? Pessoas com síndrome do impostor costumam se tirar do foco nesses momentos, dizendo que “ah, estava fácil” ou “todo mundo que eu conheço foi bem”, em vez de reconhecerem o talento e a boa gestão de tempo que fizeram ao estudar para esse objetivo.

Isso pode acontecer até com elogios quanto à beleza ou aparência física. Responder “essa roupa é velha” quando alguém diz que você está bonita ou bonito é um dos sinais mais claros.

Excesso de autocrítica

Outra característica de quem tem síndrome do impostor é ser excessivamente autocrítico consigo mesmo. Se tirou uma nota 9, fica infeliz porque queria 10, por exemplo. São pessoas que nunca estão satisfeitas e não se dão folga para curtir as pequenas conquistas.

Sensação de não pertencimento

Vamos supor que, depois da sua graduação, você conseguiu um emprego muito disputado. Em vez de comemorar, passa a estar sempre alerta, sentindo que não pertence ao cargo, como se fosse inferior a todos.

Comparação

Ficar se comparando também pode ser caracterizado como um dos sinais. É aquela sensação de nunca ser tão talentoso quanto um primo ou um irmão, ou mesmo um colega de faculdade ou trabalho.

Autodepreciação

Mais um sinal claro da síndrome! Por ser muito crítico consigo mesmo, em conversas com amigos ou falando pra si mesmo, você diz “ah, eu não vou conseguir”, “eles são melhores que eu” e demais situações do tipo.

Como superar a síndrome do impostor?

Assim como não existe uma fórmula da felicidade que serve para todos, não podemos trazer um passo a passo para que você se livre de uma vez por todas da síndrome do impostor. Mas alguns cuidados devem estar no seu radar. Vamos a eles?

Pratique o autoconhecimento

Vale até fazer terapia para isso, mas o importante é você enxergar pontos fortes (e valorizá-los), além de conhecer suas dores e seus gatilhos que podem trazer a síndrome do impostor. E o autoconhecimento não é automático, viu? Por isso, olhe diariamente pra si mesmo com carinho.

Peça feedbacks

Está sentindo insegurança na faculdade ou no seu emprego? Peça feedbacks. Se forem positivos, acredite neles e tente trabalhar ainda mais isso em você, sempre ressaltando seus pontos fortes. Se forem construtivos, a mesma coisa: vá entendendo como você pode melhorar. É um processo constante de aperfeiçoamento.

Pergunte-se se faz sentido se sentir de determinada forma

Existe alguma comprovação para tantos pensamentos negativos consigo mesmo? Na maior parte do tempo não vai ter, então, foque nas suas qualidades. Um caminho é sempre olhar a si mesmo de uma forma gentil. Tudo bem não ser perfeito — ninguém é. Mas, mesmo não sendo perfeito, certamente você tem muitas qualidades!

A síndrome do impostor não é caracterizada como uma doença mental, mas ela pode ser agravada por quadros de depressão ou mesmo transtornos, como o de ansiedade. Por isso, cuidar da sua saúde mental faz toda a diferença, combinado?

Para isso, além da ajuda de psicólogos, olhe para sua rotina e garanta que você tenha tempo para si, ao praticar hobbies que lhe tragam prazer ou curtir um pouco de ócio. E tem mais: saúde mental e bem-estar físico andam lado a lado. Portanto, aproveitando o gancho pra eliminar a síndrome do impostor, pratique atividade física, tenha uma rotina de autocuidado e se alimente bem.

A real é que tudo isso conta muito pra fazer as pazes consigo mesmo, né? E a dica final é compartilhar este texto nas suas redes sociais pra ajudar outras pessoas!

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