Hoje, 19 de novembro, comemoramos o dia do empreendedorismo feminino. A data foi escolhida pelas Nações Unidas como símbolo de celebração e apoio a todas as mulheres que, ao redor do mundo, são responsáveis por liderar negócios nas mais diferentes áreas.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a mulher brasileira trabalha 5 horas semanais a mais que os homens. O tempo é calculado tendo como base a famosa jornada dupla/tripla, um termo usado para descrever a rotina de uma mulher que tem múltiplas tarefas, entre sua atuação no mercado de trabalho, afazeres domésticos e filhos para cuidar. Ou seja, o trabalho nunca tem fim e os desafios são tantos que falamos de jornada contínua.

Por conta disso, ainda de acordo com a pesquisa da OIT, as empresárias tendem a se dedicar 22% a menos ao seu negócio em comparação aos homens empresários.

Qualificação é o começo de todo negócio

Com tantos desafios, não é possível falar sobre empreendedorismo feminino sem mencionar a importância da qualificação. Uma das maneiras que a mulher pode enfrentar todos os desafios envolvidos no empreendedorismo feminino é buscar se manter atualizada ao mercado e sempre em busca de conhecimento.

Com o objetivo de diminuir essa desigualdade e inserir no mercado de trabalho empreendedor cada vez mais mulheres, a EAD Unicesumar – uma das maiores universidades do Brasil-  registrou 59,3% da participação do público feminino nas matrículas em janeiro deste ano, crescimento de 2,9%, comparado com o mesmo período de 2020.

Isso representa, aproximadamente, 15 mil novas mulheres cursando o ensino superior. As áreas que mais se destacaram foram dos cursos de bem-estar e engenharias. Em julho de 2020, por exemplo, 16,9% dos alunos matriculados nos cursos de engenharias da EAD Unicesumar foram mulheres, no ano anterior o número tinha sido 3% menor.

Empreendedorismo feminino e suas oportunidades na pandemia

“As mulheres costumam ser maioria em alguns cursos de graduação, a surpresa, no entanto, veio com esse aumento em diferentes cursos. Mesmo com a economia brasileira impactada pela pandemia e com os filhos com aulas on-line em casa, o que aumenta a sobrecarga do trabalho feminino, elas não deixaram seus sonhos de lado. Além do mais, esses dados mostram o quanto o público feminino é determinado e sedento por capacitação”, explica Kátia Coelho, diretora de Graduação da EAD Unicesumar.

A aluna de Terapias Integrativas, do polo da EAD Unicesumar de Caxias do Sul, Rosângela Ghesla, despertou a vontade de empreender durante a aula de aromaterapia. Entre uma essência e outra, ela percebeu que poderia unir o artesanato natural a um negócio lucrativo, e assim fundou a saboaria Essenza. “Quando percebi que poderia estar contribuindo com a natureza no quesito da reutilização da gordura jogada no meio ambiente: “meus olhos brilharam”, destaca a empresária.

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